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14/04/2005 10:39
"A felicidade consiste em continuar desejando o que se possui"
(Santo Agostinho)
Entro na net, abro o jornal, vejo TV, ouço a canção, falo com vocês, chuto o cachorro, espanto as pombas, preparo um rango... tudo ao mesmo tempo agora! Como dizia aquela canção daquela bandinha chata: "eu tenho pressa e tanta coisa me interessa mas nada tanto assim"...
Estava descendo a ladeira da minha rua (sim... a Vila Maria, aqui em São José dos Campos, contribui imensamente com a rigidez da massa muscular do meu par de coxas), levando 2 mochilas pesadas, minha bolsa e segurando o Ian pela mão, quando, distraída, ouço de longe a conversa de dois pedreiros que fazem a reforma da casa da esquina:
... "ela é muito metida... e olha que é pobre heim! (e ainda repetiram) e olha que é pobre heim..."
Como sou extremamente desligada e tenho mais o que fazer do que prestar atenção em quem passa pela rua ou por quem passo pela rua, não ouvi e nem percebi que aquele sêr bizarro, mais feio do que bater na mãe na Páscoa, estava se referindo a mim, pois tinha me cumprimentado ou falado bom-dia, sei lá, e eu não respondi, pois não escutei (juro, não ouvi mesmo, estava pensando na vida, nas contas a pagar, no trabalho, nos filhos)...
Não sei porque tem gente que acha que eu tenho a obrigação de cumprimentar um estranho, falar bom-dia, ser sorridente e simpática... sou uma pessoa que cumprimenta a velhinha que passa na rua, a moça da limpeza urbana que vive cantarolando pela manhã, entro no prédio da Prefeitura e falo com a ascensorista do elevador com carinho de irmã, cumprimento desde a moça da faxina até o Prefeito, quando encontro com ele no gabinete... e me vem um trouxa desses querendo dar lição de moral, affs! Ninguém merece! Agora mesmo que não olho para os lados, nem que ele se fantasie de orangotango fêmea no cio e pule na minha frente no meio da rua! Ele que vá cuidar de seu complexo de inferioridade que eu tenho mais o que fazer, eu heim...
Estou ouvindo meu amado Eddie Vedder, e uma canção que adoro: DOWN...
Marcelooooooo, vc pediu para eu falar aqui sobre meus dotes artísticos, realmente não costumo falar sobre mim mesma aqui no blog, mas vamos lá, segue um breve curriculum larical:
Tchelo, fiz muito teatro na adolescência em Taubaté e por isso consegui me profissionalizar como atriz, sindicalizada e registrada em carteira de trabalho... como meu pai trabalhou muitos anos na Globo do Rio, foi produtor executivo do Sitio do Picapau Amarelo, tinha muitos contatos por lá e fui fazer oficina pra atuar em novelas, estava com um papel na mão em uma novela, mas desisti... o Rio de Janeiro me engoliu, sou carioca e conheço bem o Rio, mas a cidade te engole, ainda mais quando não se tem estrutura: grana, carro, casa (eu morava com minha tia no baixo Gávea e era muito complicado)...
Sou radialista tb... fiz 5 rádios, em Pinda, Taubaté e Caçapava... taí uma coisa que amo, rádio é uma cachaça, pena que pague tão pouco! Em rádio fiz tudo: fui telefonista de pabx, fiz programação musical, locução e noticiário ao vivo, programa de rock ao vivo, mesa de som (fui operadora de som quando ainda nem havia CD, eram aqueles gravadores de fita de rolo gigantes AKAI...rs...depois vieram os cartuchos e muito depois os CDs)...
Em 1985, eu tinha apenas 20 anos, era recém separada, com um bebê de 2 aninhos (Raphael, meu filho mais velho que hoje tem 21 anos) e tinha uma coluna em um jornal de Pinda, diária, de 1/4 de página, social e política, em uma época conturbada, Tancredo Neves morreu de maneira estranha (uma história muito mal contada... mas a jornalista Glória Maria sabe bem o que aconteceu com ele, trataram de mandá-la fazer umas matérias fora do país)... foi uma época boa mas ainda de temor pós-ditadura militar, eu não podia falar tudo o que eu queria no jornal, sabe como é... sou bocuda mas não sou maluca e nem boba...
Cantei com uma banda de Caçapava, Tático Móvel, de rock, claro (na época do surgimento de Guns and Roses) e fazíamos muitos shows, inaugurávamos churrascaria (kkkkk.... é sério), viajávamos, fazíamos reveillón na praia, dávamos entrevistas em rádios, estávamos ficando famosos fazendo covers, mas desistimos quando a banda se parecia mais com Estático e Imóvel do que Tático Móvel.....rsrsrs.... a febre Guns passou e nós também...
Faço poesias, adoro escrever, tenho algumas poesias interessantes, algumas eróticas, já postei uma delas aqui, mas acho que as pessoas não gostam muito de poesias, tive poucos comentários, assim como tive poucos comentários quando o assunto foi religião... acho que o povo gosta mesmo é de se divertir... quando falo minhas abobrinhas um monte de gente comenta aqui...kkkk.... bem, quanto às poesias, escrevo desde os 9 anos, inicialmente queria fazer uma letra de música, mas virou poesia mesmo... minha poesia aos 9 anos foi lida por Drummond, através de um amigo comum de Drummond e meu avô Vinicius Costa, Geysa Boscoli... tenho um cartão escrito à mão por Drummond falando sobre minha poesia, um cartão escrito pelo próprio punho dele... O CARA... o cartão tem o endereço dele no verso do envelopinho personalizado, vou escanear e postar aqui pra galera ver.... bem... acho que é isso já fiz tanta coisa na vida que nem lembro mais... e meus dedinhos estão doendo de tanto escrever!!!
enviada por lariquinha
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